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domingo, 22 de fevereiro de 2009

Um pouco da historia de Raul Brandão

Nasceu em 1867 na Foz do Douro, e dedicou-se desde muito novo ao jornalismo, que lhe proporcionou um posto de observação da actualidade política e social, bases das suas reflexões filosóficas sobre as questões morais palpitantes. No recolhimento campestre da sua Casa do Alto, perto de Guimarães, povoado de gratas reminiscências da infância e de saudades dos mortos queridos, alternou os períodos febris de composição literária com as sedativas ocupações de pequeno proprietário agrícola. Estreou-se com "Impressões e Paisagens" (1890), uma colectânea de contos naturalistas. Colaborou depois na composição do folheto "Nefelibatas" (1893), e publicou no Correio da Manhã (1895 e 1896) reportagens impressionistas sobre os vícios e misérias da capital, e ensaios de crítica literária, em que propõe um conceito original de teatro, que "deveria debater um grande problema social ou psicológico", e interessar o público com "peças sintéticas" que fossem "populares e humanas". Realiza mais tarde este programa com peças como "O Gebo e a Sombra", "O Rei Imaginário", "O doido e a morte" (Teatro, 1923), e "O Avejão" (1929). As obras mais importantes da sua fase de maturidade foram: "Os Pobres" (1906), "A Farsa" (s.d.), "Húmus" (1917), "O Pobre de pedir" (1931), obras em que o literato cede lugar ao "velho filosófico", absorvido pela meditação sobre a condição humana. O seu estilo, essencialmente poético, é caracterizado pela ingenuidade sensorial e por uma sintaxe sem estruturação gramatical rigorosa, mas fremente de ritmos vitais significativos. Raul Brandão morre em Lisboa, em 1930.

(Dicionário da Literatura, 5 volumes, COELHO, Jacinto do Prado (dir.lit.), 3ªedição, Porto, Figueirinhas, vol.4, 1982, pp.122-123)

sábado, 21 de fevereiro de 2009

RAUL BRANDÃO A subtuleza e o olhar atento do poeta

Na biblioteca nacional de Albufeira, pela voz de Elsa Ligeiro tive o privilegio de assistir a uma palestra subordinada ao tema.
Raul Brandão e a sua obra literária
Oriundo no Norte de Portugal, .
De origem humilde, fiel a si mesmo, integro e de grande sensibilidade.
Os seus livros são de uma actualidade surpreendente.
Deles colhemos também, o sentir, a paixão, o carinho com que retratava o cotidiano do nosso Portugal e o sentir do nosso povo.
Confesso que, apesar-de conhecer alguns dos seus familiares pouco sabia a seu respeito.
Fiquei com vontade de conhecer melhor a sua obra.
A descrição da vida dos pescadores "como o seu pai" e da qual escrevia com paixão, demonstram bem o seu belo e humilde carácter.
Fiquei apaixonada...